TES em resumo
- Gera Dupl. (F4_DUPLIC)
Sgera duplicata,Nnão gera.- Atu.Estoque (F4_ESTOQUE)
Satualiza estoque,Nnão atualiza.- Onde olhar primeiro
- a TES que ficou gravada no item do documento, não a que o usuário lembra de ter escolhido.
- Cuidado
- o cadastro da TES pode ter sido alterado depois da nota. O campo do item mostra qual TES foi usada; o cadastro mostra como ela está hoje.
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Quando alguém diz “a nota saiu e não gerou título” ou “não subiu o saldo”, o caminho mais curto quase nunca é abrir o estoque ou o financeiro. É descobrir o que a TES daquele item mandava fazer, e só então comparar com o que aconteceu.
Este texto é o método de conferência. O que é a TES em uma frase está no glossário, e o motivo de uma pré-nota não mexer em saldo nem título está em pré-nota ou documento de entrada.
Os campos da TES que decidem o efeito
No dicionário do Protheus, a TES é a tabela SF4. Estes são os campos que
respondem à pergunta, com as opções do combo:
| Campo | Título na tela | Tipo | Opções |
|---|---|---|---|
F4_TIPO | Tipo do TES | Caractere | E = Entrada; S = Saída |
F4_DUPLIC | Gera Dupl. | Caractere | S = Sim; N = Não |
F4_ESTOQUE | Atu.Estoque | Caractere | S = Sim; N = Não |
F4_PODER3 | Poder Terc. | Caractere | R = Remessa; D = Devolução; N = Não controla |
F4_DUPLIST | Duplicata ST | Caractere | 1 = Sim; 2 = Não |
F4_DUPLIPI | Ger.Dup.IPI | Caractere | 1 = Sim; 2 = Não |
F4_ATUATF | Atual.Ativo | Caractere | S = Sim; N = Não |
Repare que o combo dos dois primeiros usa S/N, e os de duplicata de ST e IPI
usam 1/2. Quem escreve consulta e compara = 'S' nos quatro erra dois. Se
o combo em si ainda é novidade, veja
campo combo.
Duplicata é o título: F4_DUPLIC = 'S' é o controle de geração de título a
receber (nota de saída) ou a pagar (nota de entrada). F4_ESTOQUE = 'S' é o
controle de atualização de saldo. Os dois são independentes: existe TES que
gera título e não movimenta estoque, e o contrário.
Uma matriz de efeitos esperados
Antes de investigar, escreva a matriz da operação que você esperava. Ela tem duas colunas de efeito e uma pergunta por linha:
| Operação pretendida | Deveria gerar título? | Deveria mexer no saldo? |
|---|---|---|
| Você preenche | Sim / Não | Sim / Não |
A matriz é sua, da operação da sua empresa. Este texto não diz qual TES ou qual
combinação de S/N é a correta para cada operação: essa escolha envolve
regra fiscal, e quem responde pelo processo é quem a define. O que a conferência
faz é comparar a expectativa com a TES realmente gravada.
Um exemplo do próprio padrão de como as duas colunas podem ser exigidas juntas:
na validação do documento de entrada de compra governamental do tipo
recebimento, o sistema interrompe o processo se a TES do item gera duplicata ou
atualiza estoque, porque esse tipo de nota precisa das duas respostas em N.
É uma regra daquele cenário, não um padrão para as demais notas.
Passo 1: a TES gravada nos itens
O item do documento guarda a TES usada: D1_TES nos itens do documento de
entrada e D2_TES nos itens do documento de saída. Cruze com o cadastro:
SELECT D1.D1_DOC, D1.D1_SERIE, D1.D1_ITEM, D1.D1_COD, D1.D1_QUANT,
D1.D1_TES, F4.F4_TIPO, F4.F4_DUPLIC, F4.F4_ESTOQUE, F4.F4_PODER3
FROM SD1010 D1
JOIN SF4010 F4
ON F4.F4_FILIAL = D1.D1_FILIAL
AND F4.F4_CODIGO = D1.D1_TES
AND F4.D_E_L_E_T_ = ' '
WHERE D1.D1_FILIAL = '01'
AND D1.D1_DOC = '000000001'
AND D1.D1_FORNECE = 'FORN01'
AND D1.D1_LOJA = '01'
AND D1.D_E_L_E_T_ = ' '
ORDER BY D1.D1_ITEMTroque filial, documento, fornecedor e loja pelos da nota que você investiga, e
o sufixo 010 pelo da sua empresa. Para nota de saída, o desenho é o mesmo com
SD2 (D2_TES, D2_CLIENTE, D2_LOJA). Se as tabelas SD1 e SF4 não
forem exclusivas por filial no seu ambiente, o filtro de filial do join precisa
refletir isso.
O que ler no resultado: uma nota pode ter itens com TES diferentes. Como a
TES é gravada por item, “a nota não gerou título” pode significar que só alguns
itens têm F4_DUPLIC = 'S'. Confira item por item antes de concluir.
Passo 2: o que o padrão faz com cada campo
Nos fontes do padrão, os dois campos aparecem em quatro tipos de decisão. Isso ajuda a saber que a TES não é só rótulo:
- Geração de título. Na geração do documento de saída a partir do pedido, o
sistema consulta
F4_DUPLICdo item e usaF4_ESTOQUEpara saber se o item atualiza estoque; quando atualiza, o produto passa pela verificação de inventário em andamento antes da geração. - Data limite do financeiro. Tanto na saída quanto na entrada, um item cuja
TES gera duplicata passa por uma conferência da data do movimento contra o
MV_DATAFIN. Na saída ela bloqueia a geração; na entrada ela existe na validação do documento e depende do parâmetroMV_NFDTFIN(veja adiante). - Base da duplicata. O cálculo fiscal do item monta a base da duplicata
quando a TES gera duplicata, e há tratamento para casos em que retenções são
calculadas mesmo sem esse controle. Os campos
F4_DUPLISTeF4_DUPLIPIsó entram quando a TES não gera duplicata (F4_DUPLIC = 'N') e o cálculo de retenções não foi acionado: nesse caso, no documento de entrada,1 = Simsoma o valor de ST (F4_DUPLIST) ou de IPI (F4_DUPLIPI) à base da duplicata. ComF4_DUPLIC = 'S', eles não somam. - Terceiros. O padrão também consulta
F4_PODER3junto deF4_ESTOQUEao totalizar saldos e ao tratar o poder de terceiros. Uma TES comF4_ESTOQUE = 'N'não implica que o controle de terceiros esteja inativo.
O quarto ponto é o motivo de a coluna “Poder Terc.” estar nas consultas deste
texto: quem só olha F4_ESTOQUE pode se enganar.
Passo 3: o que mais pode impedir o efeito
Se a TES do item manda gerar título e o título não existe (ou o contrário), a diferença está fora da TES. Os pontos que o padrão confirma:
| Suspeita | Como conferir |
|---|---|
| Data do movimento anterior à data limite do financeiro | Parâmetro MV_DATAFIN, consulta abaixo |
| Documento ainda em pré-nota | Ver pré-nota ou documento de entrada |
| Item de outro tipo de documento (por exemplo compra governamental de recebimento) | Regra do cenário; a TES tem de ser N/N |
MV_DATAFIN é o parâmetro de data limite para realização de operações
financeiras. Confira o cadastro no seu ambiente:
SELECT X6_FIL, X6_VAR, X6_TIPO, X6_DESCRIC, X6_CONTEUD
FROM SX6010
WHERE X6_VAR = 'MV_DATAFIN'
AND D_E_L_E_T_ = ' '
ORDER BY X6_FILNa entrada, o fonte só confere MV_DATAFIN quando MV_NFDTFIN vale 1 (compara com a data do movimento) ou 2 (compara com a data de emissão); com outro valor, não confere. Sem cadastro, o padrão do fonte é 1.
SELECT X6_FIL, X6_VAR, X6_TIPO, X6_DESCRIC, X6_CONTEUD
FROM SX6010
WHERE X6_VAR = 'MV_NFDTFIN'
AND D_E_L_E_T_ = ' '
ORDER BY X6_FILA consulta mostra o valor do seu ambiente. Ela não prova por si só que foi esse parâmetro que impediu a geração de um título específico.
Sobre o estoque, quando o efeito esperado era saldo e não houve, o próximo
passo já não é a TES: compare as visões de saldo no artigo
divergência de estoque.
Para o título, depois de confirmar que ele deveria existir, o caminho é a
consulta no contas a pagar ou a receber (SE2 ou SE1) pelo número do
documento; prefixo e parcela dependem da configuração do seu ambiente.
Passo 4: fechar a diferença
Com a matriz, a TES do item e o resultado da consulta, a diferença cai em um de três lugares:
- A TES gravada não é a esperada. A discussão é de cadastro e de quem digitou o documento, não de erro do sistema.
- A TES é a esperada e o efeito não ocorreu. Procure pelas interferências
da tabela acima e, se nada explicar, abra chamado com a nota, o item, a TES
e os valores de
F4_DUPLICeF4_ESTOQUE. Um chamado assim se resolve mais rápido; veja como escrever um chamado que não volta. - A expectativa estava errada. A operação de fato não devia gerar título ou mexer no saldo, e a TES estava certa.
Mudar a TES depois de a nota estar gravada é uma decisão de processo, que passa por quem responde pelo fiscal e pelo estoque. Este texto ajuda a conferir; não recomenda alterar cadastro para “fazer a nota gerar”.
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