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Antes de começar
- Acesso ao Configurador com permissão para a rotina de Privilégios e para o cadastro de usuários.
Um privilégio é uma regra com nome, criada uma vez no Configurador e ligada a quantos usuários ou grupos você quiser. A regra diz, rotina por rotina e item de menu por item de menu, o que está permitido, não permitido ou negado.
A dúvida que traz a maioria das pessoas até aqui é a diferença entre os dois bloqueios:
- Negado bloqueia sempre. Se a rotina aparece como negada em qualquer privilégio do usuário, isso se sobrepõe a qualquer outro privilégio que a deixe como permitida ou não permitida.
- Não permitido só bloqueia se nenhum outro privilégio do usuário disser permitido para aquela rotina. Se algum disser, a rotina fica liberada.
A documentação da TOTVS resume a ordem assim: Negado > Permitido > Não Permitido. O mesmo documento traz um exemplo com três configurações para o mesmo usuário:
| Rotina | Configuração A | Configuração B | Configuração C | Acessa? |
|---|---|---|---|---|
MATA030 (Clientes) | Não permitido | Permitido | Não permitido | Sim |
MATA020 (Fornecedores) | Não permitido | Não permitido | Não permitido | Não |
MATA040 (Vendedores) | Permitido | Permitido | Negado | Não |
A diferença só aparece quando o usuário tem mais de um privilégio, seja direto, seja pelos grupos, e isso é comum. O estado Negado só existe nos privilégios. As outras formas de restringir acesso (menu e acessos de menu) não têm esse estado.
Neste tutorial vamos criar a regra Consulta de TES. Ela deixa o usuário
só pesquisar e visualizar o cadastro de Tipos de Entrada e Saída (MATA080).
Depois, vamos ligá-la à usuária fictícia mariana.costa.
Descobrir o nome da rotina
O privilégio pede o nome do objeto da rotina, e não o texto do menu. Na
maioria das rotinas, basta abrir a tela e pressionar SHIFT+F6 para ver
esse nome. A documentação avisa que algumas rotinas não mostram o nome real
nesse atalho. Um exemplo é o Spool, do menu Miscelânea, cujo objeto é
OURSPOOL. Nesses casos, a orientação da TOTVS é consultar o suporte do
módulo.
Para o cadastro de TES, o nome é MATA080.
Criar o privilégio
- No Configurador, acesse Usuário > Senhas > Privilégios (rotina
CFGA530) e clique em Incluir. - Preencha o campo Regra com
Consulta de TESe o campo Comentário com o efeito da regra, por exemplo “Somente pesquisar e visualizar o cadastro de TES”. - Clique duas vezes abaixo da coluna Transação/Rotina e digite
MATA080. Para incluir outras rotinas, tecle seta para baixo. - Na seção Regras por transação/rotina, na coluna Acesso, deixe a rotina como Permitido. É o que libera a entrada no cadastro.
- Clique sobre a rotina. Os itens de menu dela aparecem na seção Funcionalidades das transações/rotinas, e cada item tem a própria coluna Acesso.
- Marque Pesquisar e Visualizar como Permitido. Marque Incluir, Alterar, Excluir e qualquer outro item de menu que a rotina mostrar como Negado.
- Clique em Confirmar.
Atalho: montar a partir de um menu
Se a regra envolve muitas rotinas, dá para carregar todas as rotinas de um menu de uma vez. Na inclusão, clique em Outras Ações (Ações Relacionadas) e selecione Menu. Clique em Avançar, localize na listagem o menu que quer usar e clique em Finalizar. As rotinas desse menu entram na regra, e você ajusta o acesso de cada uma.
Vincular a regra ao usuário ou ao grupo
O privilégio sozinho não faz nada. Ele só entra em vigor depois de associado a um usuário ou grupo.
- Acesse Usuário > Senhas > Usuários (ou Grupos, para um grupo inteiro).
- Clique em
mariana.costae depois em Outras Ações (Ações Relacionadas). - Clique em Privilégios.
- Clique duas vezes abaixo da coluna Regra e clique na lupa.
- Selecione
Consulta de TESe clique em OK. - Se o privilégio deve valer só numa empresa ou filial, digite o código nas colunas Grupo de Empresas e Filial do Sistema. Em branco, vale para todas as empresas e filiais a que o usuário tem acesso.
- Clique em Confirmar.
Conferir a quem a regra chegou
Na rotina de Privilégios, posicione em Consulta de TES, clique em
Alterar e em Outras Ações > Usuários relacionados. A tela lista todos
os usuários ligados ao privilégio. A coluna Definição do Privilégio mostra
a origem de cada ligação:
| Valor | Significa |
|---|---|
| Usuário | associado pelo cadastro do usuário |
| Grupo | associado pelo cadastro do grupo |
| Ambos | associado pelos dois |
Usuários de um grupo com Regra de acesso por grupo igual a Desconsiderar não aparecem nessa lista.
Por que usar negado de propósito
Imagine mariana.costa num grupo do faturamento cujo privilégio libera o
cadastro de TES por inteiro. Você vincula a ela a regra Consulta de TES.
- Se o bloqueio de Incluir na sua regra for Não permitido, o Permitido do grupo vence, e a Mariana continua incluindo TES.
- Se for Negado, a sua regra vence, e ela só consulta.
Use Negado quando o bloqueio precisa valer seja qual for a combinação de grupos. Use Não permitido quando a regra funciona como um padrão restrito, que outro privilégio pode liberar para quem precisa.
Existe ainda o estado não configurado: a rotina não aparece em nenhuma configuração. A documentação da TOTVS também o trata como uma configuração válida, porque o acesso pode ser decidido pelo Grupo Default. Depois da instalação, o Grupo Default vem desabilitado, e o padrão do Protheus é permitir. Com o Grupo Default habilitado, o que não estiver explicitamente permitido fica bloqueado.
Grupos e administrador
Dois pontos que mudam o resultado sem aparecer no privilégio:
- Mais de um grupo. Quando o usuário tem mais de um grupo e a regra de acesso por grupo não é Desconsiderar, os privilégios dos grupos sempre se somam. O campo Priorizar = Sim da lista de grupos não é levado em conta para privilégios. Se houver conflito, vale a mesma ordem: Negado > Permitido > Não Permitido. A priorização de grupo existe, mas atua em acessos, empresas, módulos e menus, e não em privilégios (veja Cadastro de usuários no Protheus).
- Usuário administrador. Se o privilégio vale ou não para quem está no grupo Administradores depende da opção “Habilita privilégio para usuário do grupo administrador”, na Política, aba Outros > Parâmetros (Política de senhas no Protheus).
Recomendação: teste com um usuário comum, como
joao.pereira, e não com o seu. Se o seu usuário for administrador, o resultado depende da opção acima e pode ser diferente do que os usuários restringidos vão ver.
Quem tentou entrar onde não podia
A Consulta Auditoria (APCFGR50) registra a tentativa de um usuário de
acessar um recurso bloqueado, por exemplo uma rotina bloqueada por
privilégio. Ela não registra nada por padrão. Primeiro é preciso ligar, na
Política, aba Outros > Regras de Auditoria, a opção Auditar rejeição de
acesso a recursos = Sim. A consulta fica em Configurador > Base de Dados >
Auditoria > Consulta Auditoria.
Com ela ligada, fica fácil separar “o sistema travou” de “o bloqueio funcionou”. As demais rotinas de log estão em Log de registros.
Referências
TDNtdn.totvs.com
TDN — Configurar Privilégio para controlar acesso a rotinasTDNtdn.totvs.com
TDN — Quais as configurações e os tipos de acessos disponíveis?TDNtdn.totvs.com
TDN — Criar um Grupo de UsuáriosTDNtdn.totvs.com
TDN — Política de SegurançaTDNtdn.totvs.com
TDN — Rotinas de Logs e Auditoria
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- Vídeo
ProtheusReferência técnica
Política de senhas no Protheus: as regras que valem para todo usuário
Política de senhas no Protheus: onde fica no Configurador, o mínimo obrigatório das versões recentes e quem vence na troca periódica.